A perspectiva de maior entrada de dólares era também sustentada por apostas numa possível elevação da taxa básica de juros no médio prazo. Uma Selic mais alta atrairia capital estrangeiro para o Brasil num momento em que outros países da América Latina consideram reduzir os juros básicos.
Pesquisa da Reuters com 56 analistas mostrou que o BC deve manter a Selic em 7,25 por cento em sua reunião na próxima semana, mas pode parar de prever juros baixos por um período "suficientemente prolongado". 䀀 "Estruturalmente, eu vejo o real numa posição de se fortalecer, já que a tendência ao longo do ano é de uma evolução mais positiva da atividade econômica e por conta do diferencial de juros", disse o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.
"Isso só não acontece porque o mercado tem receio", completou Perfeito. "Criou-se expectativas em torno da utilização do câmbio como um instrumento de controle da inflação, o que tem feito o mercado se operar abaixo de 2 reais".
Segundo operadores, o dólar deve continuar oscilando de acordo com o cenário internacional nas próximas sessões, mas acomodado entre os patamares de 1,95 e 2 reais -- considerados por parte do mercado como limites de uma banda cambial informal definida pelo governo para conter os preços.
"O mercado deve ficar com o radar ligado no exterior", disse Santos, da Icap.
(Reportagem adicional de Natália Cacioli)
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